sexta-feira, 19 de Outubro de 2007

Manifesto 10 - Morte Provisória

Criado o ano passado... As emoções mantêm-se inalteradas, o assunto não se modifica, o sujeito é o mesmo... A poesia continua a mesma nojeira, mas simboliza na perfeição o que me constitui = zero, nada.


(1) - Johnny Hallyday.



-----o-----



Morte Provisória

(1)

Uma rapidez de imagens espelhadas apodera-se de mim enquanto arrasto o corpo esgotado pelo chão. É apenas então, numa entrada triunfante, que entra o fim; numa lentidão de fumo mergulhada em lágrimas. Vejo o seu corpo: de dedos retorcidos, agarrando o cigarro apagado, este dorme deitado numa estranha agitação, movendo-se nos lábios. Tudo isto enquanto os meus dedos lhe afagam o corpo e cansam os sentidos, numa lentidão de fumo mergulhada em lágrimas.


As ruas

estão cheias

de gente errada,

corpos trocados por saliva,

a mesma saliva que beijara aquela minha flor.


As casas

estão cheias

de gente com medo,

corpos estendidos ao comprido,

rodeados pela mesma saliva que beijara aquela minha dor.

5 comentários:

Diogo disse...

* * * * *

Delirium disse...

É demasiado pessoal para eu poder comentar.

Mas a poesia é unica.

Petit Loke disse...

De única a geral, de geral a comum.

Delirium disse...

A conclusão é distorcida.

Petit Loke disse...

Mas é só minha, só minha. :)