(1) - Johnny Hallyday.
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Morte Provisória
(1)
(1) Uma rapidez de imagens espelhadas apodera-se de mim enquanto arrasto o corpo esgotado pelo chão. É apenas então, numa entrada triunfante, que entra o fim; numa lentidão de fumo mergulhada em lágrimas. Vejo o seu corpo: de dedos retorcidos, agarrando o cigarro apagado, este dorme deitado numa estranha agitação, movendo-se nos lábios. Tudo isto enquanto os meus dedos lhe afagam o corpo e cansam os sentidos, numa lentidão de fumo mergulhada em lágrimas. As ruas estão cheias de gente errada, corpos trocados por saliva, a mesma saliva que beijara aquela minha flor. As casas estão cheias de gente com medo, corpos estendidos ao comprido, rodeados pela mesma saliva que beijara aquela minha dor. |

5 comentários:
* * * * *
É demasiado pessoal para eu poder comentar.
Mas a poesia é unica.
De única a geral, de geral a comum.
A conclusão é distorcida.
Mas é só minha, só minha. :)
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